segunda-feira, dezembro 19, 2005

Locais de rodagem

Visitas técnicas efectuadas em Novembro de 2005.

Olhão







Castro Marim





Actual situação do projecto

O projecto Como as serras crescem encontra-se numa importante fase de desenvolvimento, estando actualmente a ser apreciado por várias entidades.

Entidade produtora

O projecto será desenvolvido a nível técnico pela produtora O Som e a Fúria.

Principais parceiros

Instituto de Conservação da Natureza: Parque Natural da Ria Formosa e Reserva Natural do Sapal de Castro Marim
Apoio técnico, científico e logístico ao projecto (os dois locais de rodagem seleccionados situam-se no espaço da reserva e no espaço do parque natural)

Necton – Companhia Portuguesa de Culturas Marinhas S.A.
http://www.necton.pt
Apoio técnico, científico, logístico e financeiro ao projecto (as suas salinas fazem parte de um dos locais de rodagem do projecto)


Almargem – associação de defesa do património cultural e ambiental do algarve
http://www.almargem.org
Apoio técnico ao projecto
Parecer favorável

A Tradisal – Associação dos Produtores de Sal Marinho Tradicional do Sotavento Algarvio

Pareceres favoráveis

As seguintes entidades emitiram pareceres favoráveis ao projecto:

Almargem – associação de defesa do património cultural e ambiental do algarve
http://www.almargem.org

AMAL – Grande Área Metropolitana do Algarve
http://www.amal.pt/

Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura
http://www.dgpa.min-agricultura.pt

Necton – Companhia Portuguesa de Culturas Marinhas S.A.
http://www.necton.pt

domingo, julho 24, 2005

Como as serras crescem

sábado, julho 23, 2005

Resumo do projecto

Neste link encontra-se um documento que descreve de forma sumária o projecto e o seu estado actual (Julho 2005).

sexta-feira, julho 22, 2005

Introdução

Como as serras crescem é um projecto de realização de um documentário sobre a salinicultura em marinhas, nomeadamente sobre a transformação visual que o sal enquanto matéria e as zonas próprias das salinas sofrem durante o processo da sua produção.

Pretende-se acompanhar com maior destaque a arquitectura própria de um local de produção e o sal enquanto polarizador desse ambiente, documentando as várias fases da criação do sal e alguns trabalhos dos salineiros.

quinta-feira, julho 21, 2005

As imagens da salina


Há vários milhares de anos caíram aqui as célebres janelas do palácio do Céu. Ficaram intactas as vidraças nos respectivos caixilhos porque as janelas caíram sobre a relva verdinha. Hoje são as salinas.” [1]

Imagem típica de salinas; [Aveiro]; Fot. de Christophe Renault

Os talhos, as comportas, os canais, as serras de sal e os tabuleiros brancos formados pelos cristalizadores são elementos que, no seu conjunto, dão às salinas uma imagem singular. A juntar às técnicas por meio das quais os espaços onde são instaladas salinas são intervencionados, estão as características naturais próprias dos locais onde se desenvolve a salinicultura. Trata-se de uma segunda natureza que é criada pela salinicultura a partir de uma nova organização do espaço com vista ao seu aproveitamento/rentabilização.

O que se destaca na paisagem própria das zonas de exploração de sal em marinhas é a forma como os elementos terra, água, sol e sal são agrupados. Este tabuleiro de sucessivas quadrículas, separadas por estreitos caminhos de terra, e os canais de água de aparência labiríntica que o rodeiam, são referências imagéticas da indústria salineira e aquilo que estrutura a sua paisagem.


[1] Citação de Almada Negreiros, in Circulo de Estudos Das Salinas de Aveiro – Janelas Caídas do Céu – 1997, Aveiro; p.4.


quarta-feira, julho 20, 2005

A Serra de Sal

A partir do momento em que tem inicio a cristalização do sal, este começa a reconhecer-se na água. A primeira camada a formar-se, a da flor de sal, é semelhante a uma fina camada de gelo. Quando está pronto para a recolha, o sal já está bastante visível nos cristalizadores, formando um manto esbranquiçado na superfície da água. Ao puxar-se o sal para as margens dos talhos podem então observar-se molduras brancas e em seguida pequenas e grandes formações piramidais e cristalinas, pequenos montes de sal agrupado nas margens dos talhos, o qual será depois transportado para a serra de sal.

Serra de sal; [Ludo – RNRF; Algarve]; Fot. de Maria João Soares


A serra de sal é o principal símbolo da paisagem própria das zonas de exploração de sal. Reconhecível à distância, a serra de sal assemelha-se a um grande monte de areia, mais ou menos esbranquiçado, conforme o grau de impurezas que se depositaram na sua superfície. O branco surge, de facto, como o principal ponto de focagem da nossa atenção, chamando a si a luz e, ao mesmo tempo, irradiando-a. Funcionando como um reflector gigante, a serra de sal incita o olhar ao mesmo tempo que o ofusca.

Enquanto a serra de sal é um elemento quase permanente na paisagem das salinas – variando de aspecto consoante o sal vai sendo retirado para comercialização, sendo, contudo, rara a situação em que desaparece completamente – outros elementos, embora de forma sazonal, fazem parte desta paisagem. A safra do sal mobiliza um conjunto de homens, alfaias e máquinas que trazem às salinas a imagem de um “vasto formigueiro branco”
[1] sem o qual as formações de sal não existiriam. Por outro lado, é também uma característica própria destes locais a presença de várias espécies de aves que escolhem o habitat das salinas para nidificarem e se alimentarem.

[1]Carneiro, Caio Porfírio – O sal da terra – Civilização Brasileira, 1965, Rio de Janeiro; p.1.

segunda-feira, julho 18, 2005

Contactos

Contactos pessoais:

Maria João Soares - mjlsoares@portugalmail.pt


Alguns contactos realizados no âmbito do projecto:


Verão 2005

A Necton S.A. é uma empresa que desenvolve a sua actividade no sector da Biotecnologia Marinha, tendo-se especializado na produção de microalgas e de sal marinho.

As Câmaras Municipais de Olhão e Castro Marim

O projecto SAL (Salinas do Atlântico) do INTERREG III B. A valorização do sal tradicional e da profissão salineira é um dos objectivos do projecto comunitário SAL.

A Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António e o Parque Natural Ria Formosa

A associação ODIANA cujo objectivo é contrinbuir para o desenvolvimento económico e social sustentado da região, designada por "Baixo Guadiana".

A associação Almargem, associação de defesa do património cultural e ambiental do Algarve.


A Associação Terras do Baixo Guadiana

A Tradisal é a Associação dos Produtores de Sal Marinho Tradicional do Sotavento Algarvio

Notícias sobre o Sal

Algumas notícias relacionadas com o sal.

O ouro branco do Algarve
Expresso, 14 Maio 2005
O SAL é uma paixão que para Rui Simeão já carrega a marca de cinco gerações. «A minha família faz sal há 120 anos», adianta o produtor, enquanto prepara a encomenda de uma tonelada de flor de sal em pequenos saquinhos, destinada a «hotéis de alta gama» em Barcelona. Das suas salinas de Tavira sai a flor de sal mais cara da Europa, que se orgulha de vender «como ouro». Apesar do preço salgado de €11,2 por cada frasquinho de 500 gramas, o produto de Rui Simeão é cada vez mais requisitado por hotéis de luxo e chefes de cozinha de todo o mundo, sendo já um sucesso nas Galleries Lafayette, em Paris, e, dentro em breve, no Harrod’s, em Londres.

Cinco milhões de euros para valorizar o sal tradicional
Jornal do Algarve
A valorização do sal tradicional e da profissão salineira é um dos objectivos do projecto comunitário SAL (Salinas do Atlântico), apresentado na última terça-feira em Castro Marim. Trata-se de um projecto
que congrega 30 parceiros de 11 zonas do litoral atlântico ligadas à produção salineira tradicional e que envolve um investimento de cerca de cinco milhões de euros. Este investimento e o número de parceiros envolvidos transforma-o num dos maiores projectos realizados no âmbito do programa INTERREG III B (Arco Atlântico).

Sal de Tavira distinguido internacionalmente
Jornal do Algarve, Fevereiro 2004
O produto natural Flor de Sal, de Tavira, acaba de ser distinguido internacionalmente como "Produto do Ano", na Bio Fach 2004 (Feira Mundial de Produtos Certificados), que está a decorrer em Nuremberg, Alemanha. (http://www.biofach.de/main/d3zq3jg8/page.html)

Odiana quer revitalizar salinas tradicionais
Jornal do Algarve
A extracção de sal marinho foi, durante séculos, uma das principais actividades económicas de Castro Marim. No entanto, actualmente, mais de 90 por cento dos cerca de 300 hectares de salinas artesanais existentes no concelho estão abandonadas ou mal exploradas. Para inverter esta situação, a Odiana (associação criada para o desenvolvimento do Baixo Guadiana) está a desenvolver um curso de formação profissional na área da Exploração de Salinas Tradicionais.


O turismo rural, gastronomia e riqueza paisagística
Pessoas e Lugares, Outubro 2003
Também em Alcochete se aposta na promoção das riquezas da região. Não querendo deixar cair por terra a fama das Salinas do Samouco, a ADREPES vai apoiar a renovação do museu do sal, financiando o seu apetrechamento, o equipamento de som e multimédia, a aquisição do
espólio e a promoção do museu

Artigos sobre salinas no Expresso

Artigos sobre salinas no Jornal do Algarve


sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Curriculum Vitae - Maria João Soares

(CV em PDF)

Dados Pessoais

Nome: Maria João Loução Soares

E-mail: mjlsoares@portugalmail.pt


Formação Académica

2003/2002
Pós-graduação em Gestão Cultural nas Cidades no Instituto para o Desenvolvimento da Gestão Empresarial/ Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (INDEG/ISCTE), com média de 16 valores. Como trabalho final elaborou o projecto “Pedra de Sal” (programa de âmbito cultural para a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António), orientado pelo Dr. António Pinto Ribeiro. O projecto terá como entidade promotora o nextArt – Centro de Experiências Artísticas.

2001/2000
Frequentou o primeiro ano do curso de Mestrado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (F.C.S.H.) da Universidade Nova de Lisboa (U.N.L.), na área de especialização Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias.

2001/2000
Especialização em Marketing das Artes Visuais e Performativas no Instituto de Novas Profissões (I.N.P).

1999/1994
Licenciatura em Ciências da Comunicação na F.C.S.H. da U.N.L., na área de especialização Comunicação e Cultura, com média de 14 valores.

1994/1993
Frequentou o primeiro ano do Curso de Licenciatura em Antropologia da F.C.S.H. da U.N.L..


Formação Complementar

2005/1997
Frequentou as aulas de Ballet Clássico no Colégio Universitário Pio XII.

2003
Seminário sobre Cinema Documental (Doc’s Kingdom), de âmbito nacional, organizado pela Apordoc – Associação pelo Documentário.
Frequentou as aulas de Danças Europeias no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA).

2002/1999
Frequentou os 5º, 6º, 7º e 8º anos de Inglês na Oxford School. Diploma First Certificate in English (1999)

2001
Seminário “Cinema e Pintura” no Convento da Arrábida, organizado pela Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema.
Curso de História de Arte do Século XX na Sociedade Nacional de Belas Artes.

1996
Workshop de Escrita para Teatro orientado por Jorge Silva Melo.
Curso de Iniciação à Fotografia no Instituto Superior Técnico.
Workshop de Improvisação com Laurie Booth, na Companhia Paulo Ribeiro.
Workshop de Teatro e Comunicação na Faculdade de Motricidade Humana (F.M.H.) da Universidade Técnica de Lisboa (U.T.L.).

1996/1995
Curso de Expressão Corporal e Dramática com Anna Pázstor na Sociedade Ordem e Progresso.

1995
Workshop de Improvisação com João Fiadeiro, na F.M.H. da U.T.L.

1994/1990
Frequentou os 3º, 4º e 5º e 6º anos da Alliance Française.

1994/82
Frequentou o Conservatório Regional do Algarve nas áreas da Música, Piano, Dança Clássica, Dança Contemporânea e Flamenco.


Experiência Profissional

2005/2004

Assistente de produção e secretária de produção dos projectos “O Fado do Público” (projecto sobre o Fado editado em formato CD/Booklet pelo Jornal Público) e “Movimentos Perpétuos – Tributo a Carlos Paredes” (projecto de documentário em fase de pré-produção, com realização de Edgar Pêra; financiado pelo Instituto das Artes/Ministério da Cultura, pela Radio Televisão Portuguesa e pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia), entre outros projectos desenvolvidos pela produtora Corda Seca, Promoção, Divulgação e Edições de Arte.

2004
Produção executiva e anotação do registo audiovisual das exposições da artista plástica Júlia Ventura: “Seascapes”, na Galeria Filomena Soares e “Marcar, Imprimir, Expor” no Museu de Serralves (Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves).
Consultoria de comunicação e produção do nextArt – Centro de Experiências Artísticas, Associação Cultural.

2003/2002
Produção executiva do documentário Bitola sobre a exposição L’Orage de Francisco Tropa. Projecto com realização de Nuno Ventura Barbosa, assistido financeiramente pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e produzido pelo Laboratório de Criação Cinematográfica (LABCC) do Departamento de Ciências da Comunicação (DCC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL).
Produção executiva do documentário O que pode um rosto, sobre a doença oncológica, com realização de Susana Nobre. Documentário produzido pela Raiva – Produção Audiovisual e assistido financeiramente pelo Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), pela Radiotelevisão Portuguesa (RTP) e pelo Serviço de Saúde da FCG.
Investigação e assistência de montagem no documentário Da Natureza das Coisas sobre o trabalho do escultor Carlos Nogueira, com realização de Luís Miguel Correia. Projecto assistido financeiramente pela FCG e produzido pelo LABCC do DCC da FCSH da UNL.
Todos estes filmes foram exibidos em: DOC'S KINGDOM - Seminário Internacional sobre Cinema Documental de 2003 e OS DIAS DO DOCUMENTÁRIO 2

2003/2001
Responsável pela Biblioteca do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (C.E.C.L.), sediado no DCC da F.C.S.H. da U.N.L.

2001
Produção executiva do documentário Rui Sanches: Escultura, realizado por Susana Mouzinho. Projecto assistido financeiramente pela FCG e produzido pelo LABCC do DCC da FCSH da UNL.
Produção executiva do documentário Fernando Calhau - Work in Progress, realizado por Luís Miguel Correia. Projecto assistido financeiramente pela FCG e produzido pelo LABCC do DCC da FCSH da UNL.
Coordenação de produção e gestão financeira dos projectos abrangidos pelo Acordo de Apoio Financeiro para a Produção de Trabalhos Académicos de Fim de Curso, realizado entre o ICAM e a U.N.L (DCC), no âmbito das áreas de Audiovisuais e Media Interactivos e Cinema. Projectos desenvolvidos no âmbito deste acordo: Obsessões A Vulso de Luísa Homem, Porto Palafita de Sofia Neves, Stéreo de Fausto Cardoso e Amanhã é hoje mais os girassóis de Ana Eliseu.
Produção executiva do projecto Máquina de Emaranhar Paisagens, realizado por André Dias, incluído no programa Dar o Corpo ao Manifesto, financiado pela F.C.G.
Trabalhos de tradução de inglês e francês para a Revista de Comunicação e Linguagens (R.C.L.) editada pelo C.E.C.L..

2000
Produção executiva do projecto Flashback: Julião Sarmento, realizado por Renata Sancho. Projecto assistido financeiramente pela FCG e produzido pelo LABCC do DCC da FCSH da UNL.
Selecção e tradução, sob orientação do realizador João Mário Grilo, de textos para o catálogo editado pelo Fórum Açoriano por ocasião do ciclo de cinema promovido por esta entidade, dedicado ao documentário.
Trabalhos de tradução de inglês e francês para a R.C.L. editada pelo C.E.C.L..

1999
Assistente de produção do projecto de vídeo Robert Chester Smith. Projecto assistido financeiramente pela FCG e produzido pelo LABCC do DCC da FCSH da UNL.
Assistente de produção e coreografia do espectáculo Miragens, de Anna Pázstor, produzido pela Acento - Associação Cultural.
Estágio profissional no C.E.C.L. do Departamento de Ciências da Comunicação da F.C.S.H. da U.N.L, onde desenvolveu trabalhos de tradução e revisão de textos.
Intérprete na performance Exteriores-Interiores produzida pela Associação Acento no âmbito da Semana da Juventude de Lisboa.

1998
Assistente de produção e coreografia no espectáculo Sinos de Anna Pázstor.

1997
Pesquisa dramatúrgica no projecto Artaud-estúdio, encenado por Paulo Filipe Monteiro, com produção do Acarte.

1996/1997
Participou no grupo de teatro Acto-Íris no qual desenvolveu actividades como contra-regra, trabalho de actor, pesquisa dramatúrgica, escrita para teatro e produção.